UM IRMÃO DE VERDADE: Robert Cleaver Chapman

Há quinze anos tive o privilégio de passar alguns dias na companhia de um casal idoso, chamado Frank e Freda Holmes, que trabalhava na obra de Deus na região sudeste da Inglaterra. Frank tinha sido pastor de uma igreja evangélica livre. Todavia, no final dos anos 50, deixara a denominação à qual pertencia com o fim de reunir-se com grupos de irmãos que procuravam seguir os princípios do Novo Testamento. Uma das pessoas que ajudara Frank a tomar esta decisão era um irmão muito querido naquela região, já falecido mais de meio século antes, Robert Chapman.

Frank Holmes, como um dos pastores na cidade de Barnstable, onde Chapman trabalhara, tinha ficado fascinado com a história deste homem de Deus. Escrevera a sua biografia depois de muita pesquisa e entrevistas com pessoas idosas que lembravam dele. Como resultado, tomou a penosa decisão de seguir nos mesmos passos, não somente por admiração humana, mas por convicção bíblica.

Quem era Robert Chapman? Seu nome é pouco conhecido hoje, mesmo entre aqueles que estudam as vidas dos pioneiros do assim-chamado “movimento dos irmãos”. Todavia, em sua época era bem conhecido como um grande guia espiritual. Como adolescente, Winston Churchill o visitou. O grande pregador C.H. Spurgeon o chamou de: “O homem mais santo que jamais conheci”. Mesmo muito depois da triste divisão entre os “irmãos” nos anos de 1840, John Nelson Darby, que normalmente tinha pouco respeito pelos “irmãos abertos”, ao ouvir dois companheiros criticarem Chapman os repreendeu: “Deixe aquele homem em paz, ele vive o que eu prego”, e, numa outra ocasião, falou: “Nós falamos dos lugares celestiais, mas Robert Chapman habita neles”.

Qual foi o segredo da influência de Chapman sobre os outros? Um dos seus biógrafos recentes, Robert Peterson, responde: “Simplesmente, a sua devoção total a Cristo e a sua determinação a viver Cristo”.

Robert C. Chapman nasceu em 04 de janeiro de 1803.Era o sexto dos dez filhos de Thomas e Ann Chapman. Nasceu em Helsingor, Dinamarca, onde seu pai tinha uma firma próspera de importação e exportação. Parece que a família tinha apenas uma ligação formal com a religião. Como menino e adolescente, Robert mostrou muito entusiasmo em tudo que fazia. Gostava muito do estudo das línguas. No lar aprendeu inglês, dinamarquês e francês. Tornou-se proficiente em alemão e italiano. Depois da sua conversão, aprendeu hebraico e grego, a fim de estudar as Escrituras nas línguas originais, e, como resultado do seu grande interesse em trabalho missionário, aprendeu espanhol e português!

Devido à guerra causada por Napoleão, os negócios dos Chapmans em Dinamarca diminuíram e a família voltou para Inglaterra, onde Robert completou a sua instrução formal.

Em 1818 Chapman saiu de casa e começou a estudar advocacia em Londres, provavelmente se hospedando com parentes. Depois de uma aprendizagem de cinco anos, formou-se como advogado. Aos 23 anos recebeu uma herança e foi-lhe possível fundar a sua própria firma, que começou a prosperar.

Todavia, três anos antes, algo muito mais importante havia acontecido. Um amigo advogado, John Whitmore, o convidara a assistir a pregação de James Harrington Evans. Evans havia sido pastor Anglicano que saiu da denominação por discordar do sectarismo. Pregou aquela noite a respeito da justificação baseada na redenção de Jesus Cristo. Robert Chapman aceitou Cristo como Salvador e Senhor. Começou a estudar a Bíblia com interesse e o desejo de obedecer tudo o que lia. Queria ser batizado imediatamente. Evans sugeriu cautela: “Espere um pouco e considere este passo”. “Não”, disse Chapman, “me apressarei, e não esperarei, para obedecer aos mandamentos dEle”. Evans cedeu e, como resultado, Robert foi batizado poucos dias depois. Evans passou muito tempo com o recém convertido, ensinando e o encorajando nas coisas do Senhor.

No início, Robert sofreu muita oposição por parte dos membros da sua própria família e de velhos amigos. Não obstante, continuou firme. Nem todos da sua família rejeitaram seu testemunho. Manteve bom contato com a mãe, e, alguns dos seus irmãos se converteram mais tarde. A sua prima Susan tinha se casado com um advogado rico chamado Thomas Pugsley, de Devon, no sudeste de Inglaterra. Querendo ouvir mais, o jovem casal viajou para Londres onde Robert teve o privilégio de levá-los a Cristo. Chapman havia começado um trabalho entre os pobres em Londres e, como resultado, os Pugleys seguiram o mesmo exemplo quando voltaram para Devon.

Depois dos primeiros esforços de Robert para pregar, alguns amigos comentaram que ele nunca se tornaria um bom pregador. A resposta de Robert foi bem característica: “Existem muitos que pregam Cristo, meu alvo é viver Cristo”. Outro biografo de Chapman tem comentado: “Se for verdade que Romanos 1:17, ‘O justo viverá pela fé’, é o versículo de Martinho Lutero, então este versículo, Filipenses 1:21, ‘Para mim o viver é Cristo’, é o versículo de Robert Chapman”.

No verão de 1831 os Pugsleys convidaram Robert a passar férias em Devon. Ele pregou em várias casas e foi muito animado neste trabalho. Como resultado desta visita a Devon, Robert recebeu a chamada para se tornar pastor da congregação de “Batistas Particulares” que se reunia na Capela Ebenezer em Barnstable. Sentindo que esta era a vontade de Deus, Chapman aceitou, desde que lhe concedessem o direito de pregar tudo o que se encontrava na Bíblia. Em abril de 1832, Robert deixou para trás a sua firma de advocacia em Londres, distribuiu a sua fortuna pessoal, guardando para si o suficiente para comprar uma casa, e mudou-se para Barnstable, uma cidade portuária de alguns milhares de habitantes.

Afiel pregação da Palavra inevitavelmente levou ao ensino de verdades que não estavam de acordo com os princípios denominacionais. O livro batista local “Livro de Lembrança” relata que a chegada de Chapman “levou por fim a uma nova ordem de coisas que separou a igreja da Associação [Batista] e da Denominação em geral”. Logo, a congregação de Barnstable se associou a um numero crescente de igrejas autônomas, reuniões de crentes que rejeitavam todo nome denominacional, para se reuniram simplesmente no Nome do Senhor. Num artigo recente (Senda do Cristão nº 156) mencionamos uma igreja semelhante, relativamente perto de Barnstable, que começou em Bristol naquele mesmo ano (1832), e, que foi liderada por George Muller e Henry Craik. Dos sete irmãos originais o trabalho cresceu e se multiplicou.

Estas igrejas (incluindo Barnstable) celebravam a Ceia do Senhor todo o primeiro dia da semana e rejeitavam a falsa distinção entre “clero” e “leigo”, crendo no sacerdócio de todos os crentes.

Robert Chapman queria uma casa onde poderia oferecer hospitalidade ao povo do Senhor. Um detalhe interessante é que Chapman insistiu em limpar e engraxar os sapatos dos seus hospedes todas as noites. Comprou uma casa em New Buildings, Nº 6, que veio a ser sua residência pelos próximos 70 anos! Nunca se casou. Dedicou o resto da sua vida ao evangelismo e trabalho pastoral naquela cidade e região necessitada. Devido à necessidade de ter mais lugares para hospedar os servos do Senhor, a casa no outro lado da rua New Buildings nº 9, foi comprada alguns anos depois.

Em 1838 um grupo de Batistas Particulares que havia saído da Capela Ebenezer, exigiu que a igreja entregasse o prédio. Chapman examinou os documentos relacionados ao corpo jurídico do prédio. Não encontrou nenhuma exigência quanto à pregação das doutrinas relacionadas à denominação dos Batistas Particulares. Chapman sentiu, porém, que seria um melhor testemunho entregar a Capela e isto foi feito. A igreja se reuniu em acomodação temporária por quatro anos, até que o Senhor providenciou em 1842 um outro prédio, chamado originalmente Capela Bear Street e hoje Capela Grosvenor Street.

O Senhor abençoou os Seus servos. Chapman trabalhou com vários irmãos e irmãs tais como Thomas Pugsley, Robert Gribble, Senhorita Bessie Paget, Henry Heath e mais tarde William Hake. Dois jovens que se converteram nos primeiros anos na Capela Ebenezer eram William Bowden e George Beer. Os dois se tornaram missionários por muitos anos na Índia.

A igreja cresceu. Já em 1851, 150 assistiam a Ceia do Senhor, 100 crianças a Escola Dominical e 300 a reunião de ensino no domingo. No ano de 1870 mais de 700 assistiam no domingo. Como resultado dos trabalhos de muitos servos de Deus, mais de 80 igrejas semelhantes foram fundadas na região.

Missionário e Exemplo

Além dos trabalhos locais, Chapman tinha grande desejo de ver paises católicos romanos, tais como Irlanda e Espanha, alcançados pelo Evangelho. Visitou Espanha e Portugal em 1838, 1863 e 1871. Uma visita prolongada à Irlanda foi feita em 1848. Na maior parte andava a pé e pregava gastando até seis meses em cada visita.Uma coisa que Chapman não fazia nestas visitas era levar e trazer boatos e informações pessoais. É conhecido o fato que não aceitava nem praticava este tipo de comportamento, antibíblico e antiético, tristemente tão comum entre o povo de Deus.

Chapman tentou ser um pacificador nos conflitos que dividiram os “irmãos” nos anos 1845 em diante, mas tristemente com pouco resultado.

As pessoas deviam muito a Chapman pelo exemplo de vida que deixou. Muito também pode ser dito do seu amor para com os irmãos e mesmo àqueles que o perseguiram e o desprezaram. Até o fim, era estudante dedicado das Sagradas Escrituras. Tinha uma paixão pelo evangelismo dos perdidos. Pregava ao ar livre até mesmo na extrema velhice. Era amigo, conselheiro e confidente de pessoas tais como George Muller e Hudson Taylor.

A sua última participação nas reuniões especiais anuais em Barnstable foi a mensagem entregue em junho de 1902, aos 99 anos de idade. Ficou em pé por exatamente uma hora. Pediu hinos, orou, leu as Escrituras e ministrou “com muito vigor”. O Senhor o chamou ao lar celestial no dia 02 de junho de 1903, após um curto período de enfermidade, aos 100 anos de idade. Sem dúvida ouviu as palavras de louvor: “Bem feito, servo bom e fiel… entra no gozo do teu Senhor. (Mateus 25:21)”

Fonte: www.liriodovale.com

A escolha de Deus

“…Jesus saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: Venha comigo. Levi se levantou, deixou tudo e seguiu Jesus.” (Lucas 5.27-28)
 
Certa feita, dois irmãozinhos esquiavam sobre um lago congelado, até que o gelo partiu e o menor caiu no lago, ficando abaixo da camada de gelo. O outro irmão ajoelhou-se e começou a esmurrar o gelo, até que suas frágeis mãos sangrassem. Finalmente, quebrou o gelo e resgatou seu irmão, semimorto. Alguns adultos que passavam pelo local correram para socorrê-lo e outros providenciaram um médico que, ao chegar ao local, admirou-se que um garoto com mãos frágeis pudesse partir aquela espessa camada de gelo.
“Como você conseguiu?” Perguntou o médico admirado, enquanto ascultava o irmão sobrevivente.
O menino não sabia responder.
“É simples”, disse um senhor, “não havia ninguém por perto para dizer-lhe que não conseguiria.”
 
 
Deus escolheu você para ganhar Campinas para Jesus. Suas mãos sangram na tentativa de salvar alguns; lágrimas rolam e você pensa em desistir. E, para piorar a situação, há alguém dizendo que você não conseguirá.
 
O gelo é espesso. O coração é duro. Contudo, você prossegue; afinal, Deus o escolheu para essa missão (1 Pedro 2.9)
 
 
Como Mateus, no texto acima, você não passa de um “publicano” aos olhos humanos, odiado e rejeitado pelos que se dizem religiosos. Como o menino da estória, você é menosprezado pelos “médicos da vida”. Porém ,enquanto alguns olham para você e dizem: “É publicano, tem mãos frágeis, não conseguirá…”, Jesus olha para você e diz: “É minha escolha. Fortalecerei suas mãos. Ele conseguirá, pois, Eu vou com ele”.
 

 

Compartilhe com um irmão as questões abaixo:

 
1. Relembre um momento, quando você se sentiu escolhido de Deus para uma obra especial.
2. Alguém já lhe disse alguma vez: “Você foi instrumento de Deus na minha vida.”? Quando foi que isso aconteceu? O que essa frase produziu em você?
3. O que o inimigo pode dizer a você que o fará desistir de esmurrar “os gelos espessos”? Podemos orar sobre isso?
 

(Pr Marcos Gruvira)

NA VIDA…MUITAS VEZES É ASSIM…

 Mal sabemos o quanto  Ele, Jesus, suportou, suporta e suportará por nós…
Não deixe de tentar descobrir um pouco mais sobre Ele, que te  protege de tantas  ‘pedras’…
Não deixe de bater um papo com Ele…
Não deixe de agradecer…
Ele esta aí com você…

John Bunyan

John Bunyan (28 de Novembro de 1628 – 31 de Agosto de 1688, Londres), escritor cristão e um pregador nascido em Harrowden, Elstow, Inglaterra, foi o autor de The Pilgrim’s Progress (O Peregrino), provavelmente a alegoria cristã mais conhecida em todos os tempos.

Bunyan teve pouca educação escolar. Ele seguiu o seu pai no comércio de Tarish Tinker, e serviu no exército parlamentário de Newport Pagnell (1644–1647); em 1649 ele casou-se com uma jovem mulher. Viveu em Elstow até 1655 (quando sua esposa morreu) e então se mudou para Bedford. Ele se casou de novo em 1659.

Em sua auto-biografia, Grace Abounding (“Abundante Graça”), Bunyan descreve a si mesmo como tendo conduzido uma vida abandonada em sua juventude; mas não existe nenhuma evidência que ele era pior que seus vizinhos: o único defeito que ele especifica é a profanação, além da dança e persuasão. O surpreendente poder de sua imaginação o levou a contemplar atos de impiedade e profanação, e a uma vívida realização dos perigos por eles envolvidos. Em particular ele era atormentado por uma curiosidade concernindo o “pecado imperdoável,” e uma preposição que ele já o havia cometido. Ele continuamente ouvia vozes alertando-o a “vender Cristo,” e era torturado por temerosas visões. Depois de severos conflitos espirituais ele escapou desta condição e se tornou um entusiástico e assegurado devoto. Ele foi recebido na igreja Batista em Bedford por imersão no rio River Great Ouse em 1653. Em 1655 ele se tornou um diácono e começou a pregar, com marcante sucesso desde o início.

Bunyan discordava fortemente dos ensinos da Sociedade dos Amigos e tomou parte, durante os anos 1656-1657, em debates escritos com alguns de seus líderes. Primeiramente, Bunyan publicou “Some Gospel Truths Opened” (“Algumas Verdades do Evangelho Abertas”) na qual ele atacou crenças Quaker. O Quaker Edward Burrough respondeu com “The True Faith of the Gospel of Peace” (“A Verdadeira Fé do Evangelho da Paz”). Bunyan refutou o panfleto de Burrough com “A Vindication of Some Gospel Truths Opened” (“Uma Vindicação de Algumas Verdades do Evangelho Abertas”), respondida por Burrough com “Truth (the Strongest of All) Witnessed Forth” (“Verdade, A Mais Forte de Todas, Testemunhada Adiante”). Depois o líder Quaker George Fox entrou na rixa verbal publicando uma refutação à redação de Bunyan em sua obra “The Great Mystery of the Great Whore Unfolded” (“O Grande Mistério da Grande Prostituta Desvendado”).

Em 1658 Bunyan foi processado por pregar sem uma licença. Não Obstante, ele continuou a pregar e não sofreu um aprisionamento até Novembro de 1660, quando foi levado à cadeia municipal de Silver Street, Bedford. Ali ele ficou detido por três meses, mas, por se recusar a se conformar ou desistir de pregar, seu encarceramento foi estendido por um período de aproximadamente 12 anos (com exceção de algumas poucas semanas em 1666) até Janeiro de 1672, quando Carlos II emitiu a Declaração de Indulgência Religiosa.

 
Túmulo de John Bunyan, Bunhill Fields, City Road, Londres. (Janeiro de 2006)Naquele mês, Bunyan se tornou pastor da igreja de Bedford. Em Março de 1675, ele foi novamente aprisionado por pregar, desta vez no cárcere de Bedford, localizado na ponte de pedra sobre o rio Ouse, porque Carlos II havia anulado a Declaração de Indulgência Religiosa. (O mandado original, descoberto em 1887, foi publicado em fac-símile por Rush and Warwick, London). Após seis meses ele foi liberto e devido a sua popularidade, não mais foi molestado.

A caminho de Londres Bunyan foi acometido por um forte resfriado, e morreu de febre na casa de um amigo em Snow Hill no dia 13 de Agosto de 1688. Seu túmulo está localizado no cemitério de Bunhill Fields em Londres.

O Peregrino
Bunyan escreveu O Peregrino em duas partes, a primeira foi publicada em Londres em 1678 e a segunda em 1684. Ele havia iniciado a obra durante seu primeiro período de aprisionamento, e provavelmente terminou-a durante o segundo período do mesmo. A edição mais recente em que as duas partes foram combinadas em um único volume foi publicada em 1728. Uma terceira parte falsamente atribuída a Bunyan apareceu em 1693, e foi reimpressa em 1852. Seu nome completo é The Pilgrim’s Progress from This World to That Which Is To Come (“O Progresso do Peregrino deste Mundo Àquele que está por Vir”).

O Peregrino é considerado uma das mais conhecidas alegorias já escritas, e tem sido amplamente traduzido em diversas línguas. Missionários Protestantes geralmente o traduziam em primeiro lugar depois da Bíblia.

Outras duas obras de Bynyan são menos conhecidas: The Life and Death of Mr. Badman (“A Vida e Morte do Senhor Badman”, 1680), uma biografia imaginária, e The Holy War (“A Guerra Santa”, 1682), uma alegoria. Um terceiro livro que revela a vida interior de Bunyan e sua preparação para seu designado trabalho é Grace Abounding to the chief of sinners (“Abundante Graça para o chefe dos pecadores”, 1666). É uma obra muito prolixa e, uma vez que sendo a respeito da própria pessoa de Bunyan, poderia dar o parecer de ser intoleravelmente egocêntrica, exceto que sua motivação ao escrever tal obra foi somente com o intuito de exaltar o conceito Cristão sobre a graça e confortar aqueles passando por experiências similares à sua.

As obras mencionadas acima têm sido publicadas em diversas edições, e estão acessíveis a todos. Existem notáveis coleções de edições de O Peregrino, e.g., no Museu Britânico e na Biblioteca Pública de Nova York, agrupados por James Lennox.

Bunyan se tornou um popular pregador e um prolífico autor, apesar da maioria de seus trabalhos consistir em sermões. Em teologia, ele era um Puritano, mas não havia nada de obscuro a seu respeito. O retrato desenhado por seu amigo Robert White tem sido reproduzido diversas vezes e mostra a atraente natureza de seu verdadeiro caráter. Ele era alto, tinha cabelos ruivos, um nariz proeminente, uma boca bastante grande e olhos brilhantes.

Bunyan não era uma pessoa estudada, mas conhecia a Bíblia em inglês muito bem. Ele também foi influenciado pela obra Commentary on the Epistle to the Galatians (“Comentário na Epístola aos Gálatas”) de Martinho Lutero, na tradução de 1575.

Algum tempo antes de sua libertação final da prisão, Bunyan se envolveu em uma discussão com Kiffin, Danvers, Deune, Paul, e outros. Em 1673 ele publicou Differences in Judgement about Water-Baptism no Bar to Communion (“Diferenças no Julgamento sobre Batismo nas Águas não são Barreiras para a Comunhão”), onde ele sustentou a idéia de que “A igreja de Cristo não tem o direito de excluir da comunhão o Cristão que é um santo visível neste mundo, o Cristão que anda segundo sua própria luz com Deus.” Apesar de reconhecer que o “Batismo nas Águas é uma ordenança de Deus,” ele se recusava a fazer disso “um ídolo,” assim como ele pensava que faziam aqueles que usavam disto como um preceito para excluir da comunhão os que eram reconhecidos como Cristãos genuínos.

Kiffin e Paul publicaram uma resposta em Serious Reflections (“Sérias Reflexões”, Londres, 1673), aonde eles discutiram em favor à restrição da Ceia do Senhor aos devotos batizados, e receberam a aprovação de Henry Danvers em sua obra Treatise of Baptism (“Tratado de Batismo”, Londres, 1673 ou 1674). Como resultado da controvérsia os Batistas Exigentes (Calvinistas) deixaram aberta a questão da comunhão com os não-batizados. A igreja de Bunyan admitiu pedobatismo aos membros e finalmente se tornou pedobatista (Congregacionista).

Bunyan se distingue por ter escrito O Peregrino, provavelmente o livro mais lido do idioma inglês e o traduzido em mais línguas que qualquer outro livro exceto a Bíblia. O encanto da obra é atribuída ao interesse de uma história onde a intensa imaginação do escritor cria personagens, incidentes, e cenas vivas na mente de seus leitores como coisas conhecidas e relembradas por eles mesmos, em seus toques de ternura e humor, em sua impressionante e comovente eloqüência, e em seu puro Inglês idiomático. Macaulay afirmou, “Todo leitor conhece o estreito e apertado caminho tão bem quanto ele conhece uma rodovia em que ele tem andado pra frete e pra trás cem vezes” e ele adiciona: “Na Inglaterra durante a última metade do século dezessete havia somente duas mentes capazes da faculdade imaginária em um grau tão elevado. Uma dessas mentes produziu o Paradise Lost (“Paraíso Perdido”), e a outra The Pilgrim’s Progress (“O Peregrino”). Bunyan escreveu cerca de 60 livros e folhetos, dos quais The Holy War (“A Guerra Santa”) é o segundo em popularidade, atrás de O Peregrino, enquanto Grace Abounding (“Abundante Graça”) é uma das biografias mais interessantes já escritas.

(fonte: pt.wikipedia.org)

Hudson Taylor

James Hudson Taylor, nasceu em 1832, na cidade de Barnsley, em Yorkshire, na Inglaterra. Era de família metodista, e recebeu muita influência espiritual de seus pais e avós, bem como seus irmãos William e Amélia. Seu pai, um farmacista, sempre teve preocupação com a condição espiritual da China, e sempre que tinha oportunidade, realizava reuniões especiais para discutir como poderia ajudar aquele tão grande país.
Quando Hudson tinha apenas cinco anos, ele disse ao seu pai: “Quando eu crescer serei um missionário na China”. Apesar desta afirmação, os anos de adolescência de Hudson foram conturbados, e as influências de amigos não lhe ajudaram. Porém, sua mãe e irmã não cessavam de interceder por ele.

Conversão e Chamado

Em junho de 1849, aos dezessete anos, ao ler um folheto escrito pelo seu pai acerca da obra de Cristo, Hudson compreendeu o plano da salvação, e como resultado, entregou sua vida a Jesus. Neste mesmo ano, sentiu a chamada do Senhor para trabalhar como missionário na China. Ao dizer sim à chamada, começou a se preparar em todos os aspectos de sua vida, a fim de atingir o objetivo de evangelizar a China. Logo começou a aprender o Mandarim através de uma cópia do Evangelho de Lucas. Hudson também soube da grande necessidade de médicos na China, e assim começou a estudar medicina, a fim de estar preparado para o campo em que iria trabalhar.

Seu treinamento médico começou na cidade de Hull e continuou em Londres. Além disso, estudou Teologia, Latim e Grego. Por saber que deveria depender totalmente de Deus para o seu sustento diário na China, Hudson muitas vezes colocava-se em situações para provar sua própria fidelidade e confiança em Deus. Enquanto estava em Hull, vivia basicamente se alimentando de aveia e arroz, e grande parte do seu salário ofertava para a obra do Senhor. Um certo dia, quando evangelizava os pobres, um certo homem lhe pediu que fosse orar por sua esposa que estava morrendo em casa. Ao chegar ali, viu uma casa cheia de crianças passando fome, e a mãe que estava muito enferma. Compadecido daquela situação, depois de orar, tirou do seu bolso a única moeda que tinha, o sustento da semana, e ofereceu ao casal. Milagrosamente, naquele mesmo dia, alguém lhe procurou e trouxe um envelope cheio de dinheiro. Esta experiência ensinou a Hudson Taylor que Deus era o seu provedor.

Partida Para China

No dia 19 de setembro de 1853, com 21 anos, e associado à Sociedade de Evangelização Chinesa, Hudson Taylor partiu para a China a bordo do navio de carga chamado Dumfries. Após seis longos meses de viagem com intempéries e perigos de morte, ele chega finalmente em Xangai. Ao juntar-se com outros missionários ingleses, residentes daquela mesma cidade, Hudson notou a grande deficiência da evangelização no interior do país. Nesta época, a China estava passando por momentos tumultuosos, e Xangai havia sido tomada por rebeldes. Por isso, todos os missionários estavam nas cidades da costa, e envolvidos mais com o comércio e a política externa, do que verdadeiramente com a evangelização da nação.

Ponderando tudo isso em seu coração, Hudson decidiu que haveria de trabalhar no interior da China, onde o evangelho não tinha sido levado. Assim, ele começou o seu trabalho distribuindo literatura e porções bíblicas para as vilas ao redor de Xangai, sendo uma delas Sungkiang. Ao estar no meio do povo, ele notou como as pessoas o olhavam diferente por causa de sua roupa ocidental. Sendo assim, ele decidiu adotar os costumes da terra, vestindo-se como um chinês, deixando seu cabelo crescer e fazendo uma trança, como os outros chineses. Este ato conquistou o respeito de muitos chineses, porém, para os missionários ocidentais, uma falta de senso.

Em 1856, Hudson começou a trabalhar na cidade proeminente de Ningpo. Ali, se casou em janeiro de 1858 com a senhorita Maria J. Dyer, filha de missionários, porém orfã, que trabalhava numa escola para meninas. Um ano depois, Hudson assumiu a direção da Missão Hospitalar de Londres em Ningpo. Não só Deus o prosperou, como muitos dos doentes aceitaram a Jesus e se recuperaram de suas enfermidades. Ele começou a orar por mais missionários para o país.

Volta à Inglaterra

Depois de estar sete anos na China, Hudson regressou à Inglaterra por motivos de saúde. Ao partir em 1860 para a Inglaterra, não imaginava que estaria seis anos longe do campo. Apesar da distância, o seu coração estava ligado à China. De frente a um mapa da nação, todos os dias ele orava, pedindo que Deus enviasse pessoas dispostas a ganhar as almas chinesas. Juntamente com o Sr. F. Gough, Hudson fez a revisão do Novo Testamento para o chinês e escreveu vários artigos sobre as missões na China.

Os Anos de Provação

Ao recrutar alguns missionários, Taylor viu a necessidade de ter uma missão que suportasse e direcionasse esses novos missionários no interior da China. Para este fim, é que a “Missão para o Interior da China” foi fundada. Durante o tempo que esteve na Inglaterra, enviou cinco obreiros para a China, e em 1864, Hudson pediu a Deus 24 missionários, dois para cada província já evangelizada no interior e dois para a Mongólia. Deus assim cumpriu o seu desejo, e em 26 de maio de 1866, Hudson e Maria, seus quatro filhos e os 24 missionários estavam embarcando no navio Lammermuir em direção à China.

Estabelecidos em Ningpo e em Hangchow, o trabalho missionário começou a se expandir para o sul da província de Chekiang. Dez anos depois, o norte de Kiangsu, o oeste de Anhwei e o sudeste de Kiangsi tinham sido alcançados.

Em um período de três anos, Hudson sofreu a perda de sua filha mais velha Gracie, seu filho Samuel, seu filho recém-nascido, e em julho de 1870, sua esposa também morre de cólera. Mesmo passando por este vale, Hudson Taylor não desistiu de sua chamada para a grande China.

Novos Horizontes

Em 1871, quando voltava para visitar o restante de seus filhos que haviam sido enviados à Inglaterra, Taylor teve a oportunidade de viajar com uma grande amiga e missionária na China, Jennie Faulding, com a qual se casou em 1872 na Inglaterra. Entre 1876 e 1878 muitos outros missionários vieram dar o seu apoio no campo, vindos de todas as partes do mundo. Hudson esteve por alguns meses acometido de uma enfermidade na coluna, a qual o paralisou, porém, ainda na cama, ele conseguiu enviar dezoito novos missionários para a China. Milagrosamente, depois de muitas orações, Deus o curou e ele voltou a caminhar com saúde completa.

Em 1882, Hudson orou ao Senhor por 70 missionários, e fielmente Deus proveu os missionários e o suporte para cada um deles. Em 1886, Hudson toma outro passo de fé, e pede ao Senhor 100 missionários. Milagrosamente, 600 candidatos se escreveram vindos da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, se prontificando para o trabalho. Em novembro de 1887, Hudson anuncia alegremente a partida dos cem missionários para a China.

O trabalho da Missão se espalhou por todo o interior do país, segundo o desejo de Hudson Taylor, e no final do século, metade de todos os missionários evangélicos do país estavam ligados à Missão.

Em outubro de 1888, depois de haver visitado os Estados Unidos e Canadá, Hudson parte mais uma vez em direção à China, acompanhado de sua esposa e mais 14 missionários. Durante os próximos quinze anos, Hudson dispendeu o seu tempo visitando a América, Europa e Oceania, recrutando missionários para China. O desafio agora não era apenas de cem, mas de mil missionários.

Sua Última Viagem

Em abril de 1905, com 73 anos, Hudson Taylor faz a sua última viagem à China. Sua esposa Jennie havia falecido, e ele tinha passado o inverno na Suécia. Seu filho Howard, que era médico, juntamente com sua esposa, decidiram acompanhar Hudson nesta viagem. Ao chegar em Xangai, ele visita o cemitério de Yangchow, onde sua esposa Maria e quatro de seus filhos foram sepultados, durante o seu trabalho naquele grande país. Após haver percorrido todos as missões estabelecidas pela sua pessoa, Hudson Taylor, estabelecido agora na cidade de Changsa, deitou-se numa tarde de 1905 para descansar, e deste sono acordou nas mansões celestiais.

A voz que cinquenta e dois anos atrás havia dito a Hudson Taylor: “Vai à China”, agora estava dizendo: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco fostes fiel, sobre muito te colocarei; ENTRA NO GOZO DO TEU SENHOR!”

(fonte: sepoangol.org/hudson.htm)

Perseverança Que Vem Da Tribulação

“Gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança”

(Romanos 5:3).

Um homem foi fazer compras em um supermercado. Seu filho pequeno, seguia-o um pouco atrás, levando uma cesta grande na mão. Seu pai ia colocando, uma a uma, coisas na cesta que o filho carregava. Uma mulher, que também fazia compras no mercado, ficou incomodada com aquilo e disse: “Não é uma carga muito pesada para um menino pequeno como você?” O menino, voltando-se para a mulher, respondeu: “Oh, não se preocupe. Meu papai sabe quanto eu posso levar.” Da mesma maneira, Deus conhece nossas limitações e não nos dá fardo algum que não possamos levar.

Muitas vezes nos queixamos dos problemas que enfrentamos e lamentamos que Deus nos deixe entregues a fardos excessivamente pesados. Chegamos até a dizer que o Senhor não se importa com nossas aflições e que não nos ajuda a vencer as tribulações que tanto nos angustiam.

Mas será isso verdade? Está realmente Deus nos sobrecarregando? Está Ele ignorando nossas lutas? A resposta é, com certeza, não! Ele nos ama e deseja o melhor para nós. Ele permite que passemos por provações para que sejamos fortes e mais do que vitoriosos.

É exatamente nas lutas e nas provas que crescemos espiritualmente. Quando passamos por tribulações adquirimos a capacidade de perseverar e a probabilidade de grandes conquistas se torna muito maior. A experiência adquirida nas batalhas nos torna muito mais resistentes e muito mais motivados para seguir em frente até que a vitória almejada seja alcançada.

Que saibamos glorificar ao Senhor em todos os momentos e que jamais duvidemos da presença dEle ao nosso lado. Ele sabe o quanto podemos suportar e a Sua força nos garantirá não apenas a vitória durante as tribulações, mas nos impulsionará para a conquista de todos os nossos sonhos.

Você está enfrentando tribulações? Sua bênção está muito próxima!

Dona Chiquinha‏

Não te julgues bom demais para atarefa,
pela qual o Salvador deixou o céu;
nem tão pequeno que nada possas fazer:
na colheita há lugar para todos…

 

Ontem falamos de gigantes na fé, na cultura, na extensão e valor da obra que realizaram. Hoje trazemos alguém que tem por empréstimo uma pequena casa branca, de chão de terra batida e fogão à lenha, nos fundos do Colégio Batista de Tocantins. Sequer sabe assinar seu nome que, certamente, Deus tem anotado em puro ouro lá em cima, porque é lá que ela deposita, fiel e integralmente todas as suas economias de viúva pobre.
 
Chamam-na D. Chiquinha e é absolutamente desnecessário acrescentar sobrenome, porque daquele lado do Tocantins, na igreja ou na cidade, toda gente a conhece. Como já disse, é uma viúva pobre. Para seu sustento apanha coco de babaçu e quebra-o, para fazer óleo. É um trabalho muito dificil, principalmente para quem já tem mais de setenta anos. Tem-se que afirmar com as pernas um machado com o gume para cima, colocar aí o coco e bater com algum objeto pesado. Apanha também buriti, planta mandioca, etc. Mas não é por isso que estou escrevendo sobre ela. É por causa do seu testemunho. É preciso ver a sua alegria e ouví-la dizer: “Que Pai bom eu tenho lá em cima.não me falta nada. E nem me importo de ficar sem o que comer. O que eu quero é ter algum dinheirinho para dar a igreja do meu Deus.”
 
Como não sabe ler nem escrever, D. Beatriz, a missionária, preparou-lhe um caderninho especial para os relatórios. Há quatro colunas no seu caderno. Na primeira não há desenho algum. Na segunda uma lâmpada acesa. Na terceira, uma chupeta e na quarta, uma chupeta e uma lâmpada. Se D. Chiquinha visita alguém não crente faz um traço na na primeira coluna; se há um crente, na segunda. Se visita um bebê, filho de não crente, na terceira; se o bebê é filho de crente, na quarta.
 
Não é lindo? Mas o mais bonito ainda é ver o seu caderno cheinho de traços. Tantos que ela não sabe contar. Para os folhetos distribuídos ela faz traços em outro papel. E assim irmã Chiquinha vai dando o seu testemunho, levando a outros as Boas Novas que um dia ela ouviu daqueles que foram para o sertão falar de Deus.