É necessário que Cristo cresça e que eu diminua

“Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua”. João 3:28-30.

É muito raro ver em nossos dias a atitude de João Batista. Trabalhar para promover o sucesso do outro. O sucesso do outro, às vezes nos incomoda. João foi chamado para promover o sucesso do ministério de Cristo. Quando iniciou o seu ministério, os judeus de Jerusalém lhe enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente: “Não sou o Cristo”. Também afirmou não ser Elias nem o Profeta (prometido em Dt.18:18) que o povo tanto aguardava. Essa profecia falava do próprio Cristo.

Queriam lhe colocar numa posição elevada, um lugar de honra, de destaque, mas ele sempre rejeitou todos os títulos e aplausos humanos, pois sabia quem ele era e qual era a sua missão no Reino. Depois de muita insistência de seus interrogadores – “que diz a respeito de si próprio” – ele respondeu com as palavras do profeta Isaías 40:3: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Façam um caminho reto para o Senhor”. João 1:23.

João Batista trabalhava para que os holofotes estivessem sobre Cristo. Ele é importante, eu sou apenas um servo. Eu quero que vocês sigam aquele que vem depois de mim, pois Ele tem a primazia, ele é o Senhor. João sempre se considerou menor do que um escravo. “Eu não sou digno de desamarrar as correias das suas sandálias”. João 1:27. Ele já fazia o que Paulo nos ensinou em Filipenses 2:3. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. João, foi um homem de notável santidade, de humildade e compromisso com a mensagem de Cristo. Ele viveu pela fé, em obediência ao chamado recebido de Deus. Ele conhecia o Cristo que pregava e que Ele era o único que podia salvar o homem – “eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. (Jo.1:29).

A alegria de João Batista era servir como precursor. Ele sabia que a sua função era abrir as cortinas, que Cristo era quem deveria estar no palco no lugar de honra. Ele afastou de si a honra que os outros queriam lhe dar, dispensou os títulos que queriam lhe atribuir. Ele vivia no deserto e não nos palácios. Ele não buscava a sua própria glória. Que desafio para nós, sermos como João Batista e vivermos para promover o sucesso e o bem estar do outro.
Ele afirmou que não queria ocupar o lugar do noivo, pois a sua alegria estava em ver, ouvir e servir ao noivo. João não tinha nenhum sentimento de inveja ou rivalidade. Ele estava alegre, pois havia feito a sua parte. O privilégio estava em ser amigo do noivo e ter contribuído para que o casamento fosse um sucesso. Que sejamos cristãos autênticos seguindo o exemplo de João Batista, que possamos ser reconhecidos como servos do Senhor Jesus Cristo. Pois,

Dele é o reino, e o poder e a glória, para sempre, amém!

Responda com sinceridade: Você se alegra com o sucesso do outro?
Para que Cristo sempre cresça e nós sempre diminuamos.

Pr. Valdir Soares de Oliveira

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